Saiba mais sobre o Salve os Pequenos, a plataforma que ajuda pequenos empreeendedores

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Você conhece a Salve os Pequenos? A iniciativa, criada pela Azulis, tem como objetivo auxiliar os pequenos empreendedores que, no atual momento da pandemia, viram os seus ganhos diminuírem consideravelmente e podem ter que fechar as portas.

O medo é real: de acordo com artigo publicado no portal da CNN Brasil, pelo menos 600 mil micro e pequenas empresas fecharam as portas por conta da devastação econômica causada pelo novo coronavírus. Mais de nove milhões de funcionários perderam o emprego. Parece um número enorme? Pois é, de fato.

O mesmo artigo, que buscou informações diretamente do Serviço Brasileiro de Apoio às micro e pequenas empresas (Sebrae), mostra que 30% dos empresários tiveram que buscar empréstimos e que, destes, 59,2% tiveram os seus pedidos negados.

Como se pode ver, é um quadro que exige muita atenção, solidariedade e reorganização financeira. Pensando nisso tudo – e levando em consideração a instabilidade do atual cenário, já que não temos ideia de quando será seguro terminar a quarentena -, nasceu o Salve os Pequenos.

Neste artigo, falaremos mais sobre a plataforma. Se você gostaria de entender um pouco mais sobre a iniciativa, confira o texto abaixo.

Como funciona o Salve os Pequenos?

A plataforma funciona de forma bem simples: para quem vende, é preciso fazer um cadastro. Nele, devem ser inseridos informações sobre o negócio, os serviços disponíveis e os valores.

Quem entrar no site poderá fazer uma busca pelos produtos que deseja e, então, encontrar as empresas cadastradas (as quais, convém dizer, não precisam pagar absolutamente nada por essa divulgação). Após escolherem a empresa desejada, os consumidores entrarão em contato e farão o pedido.

Para quem compra é vantajoso e solidário: é possível encontrar produtores locais com preços competitivos e produtos de excelência, averiguar as avaliações e comentários feitos por outros consumidores e, de quebra, auxiliar na manutenção da economia do país e no sustento de diversas famílias.

Como fazer a busca na plataforma

O site é muito intuitivo, então não é difícil procurar pelo serviço que se deseja. Após acessar a página inicial, o usuário verá um breve formulário.

Nele, devem ser inseridas as palavras-chave do produto ou serviço desejado – bolo, chaveiro, drink, hidráulica, por exemplo -, o endereço onde se encontra o usuário, a categoria onde o serviço pode estar e o estado desejado para buscar produtos (válido principalmente para o caso de perecíveis, que precisam ser entregues depressa, por delivery).

Basta então clicar em pesquisar e verificar as opções cadastradas. Até a publicação desse artigo, o site contava com mais de 1000 empresas cadastradas, em locais como Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São Paulo. Espera-se que, dentro de alguns dias, o número de cadastros aumente de forma significativa.

Entre as categorias disponíveis no site estão: adegas e bebidas, artesanato, bares, docerias, eletrônicos e eletrodomésticos, farmácias, feiras, livros, revistas e jornais, mercados, padarias, restaurantes, entre outros.

Ajuda aos microempreendedores: o que tem sido feito

Nas últimas semanas, o governo federal tem lançado programas para tentar evitar que a crise provocada pela pandemia do Covid-19 cause efeitos ainda mais devastadores nas famílias e trabalhadores do país.

O auxílio emergencial, popularmente conhecido como coronavoucher, tem sido a medida mais comentada. De acordo com o programa lançado pelo governo, MEIs, autônomos e empregados informais terão direito a R$600,00 por mês, por até três meses, para quitar despesas básicas.

Para muitas pessoas, esse valor não é suficiente para manter os negócios e fechar as contas – daí a importância de incentivar o trabalho dos pequenos e de comprar principalmente dos empreendedores que moram perto de você.

No dia sete de abril, foi aprovado, pelo Senado, um projeto de lei para criar uma linha de crédito especial para micro e pequenas empresas durante a crise do novo coronavírus.

A medida ainda é desconhecida por muitas pessoas, mas deve tomar fôlego nas próximas semanas. Os empréstimos, em alguns casos, podem permitir que os pequenos quitem os débitos acumulados e contraiam apenas uma dívida – o que fará com que consigam manter os seus negócios por mais tempo.

É necessário compreender que, mesmo com a liberação de uma linha de crédito, o mais importante agora é estimular o crescimento dos negócios mais enxutos, que normalmente não têm grandes reservas de emergência e estão mais suscetíveis à falência.

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